Asa Delta pede passagem
O Brasil, considerado o Havaí do voo livre, com cinco praticantes de Asa Delta na lista dos dez melhores do mundo, encontra dificuldades para realização do Campeonato Paulista de Asa Delta. Isto se deve à falta de patrocinadores.
Asa Delta
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Asa Delta pede passagem

Rampa de voo livre de Extrema

Asa Delta pede passagem

Inaugurada a mais moderna rampa de asa delta do Brasil, em Extrema, Minas Gerais, mas pilotos relatam falta de patrocinadores para um esporte em que brasileiros são referência mundial.

 

 

Voo livre em Extrema

crédito: Viramundo e Mundovirado

 

 

O Brasil, considerado o Havaí do voo livre, com cinco praticantes de Asa Delta na lista dos dez melhores do mundo, encontra dificuldades para realização do Campeonato Paulista de Asa Delta. Isto se deve à falta de patrocinadores, segundo um dos seus organizadores o piloto Rodrigo Missi.
“Como pode um esporte que atrai multidões durante as etapas da competição, que promove uma cidade, cuja divulgação é extensa em todas as mídias, que rende excelentes fotos, vídeos e reportagens, ter que usar papel higiênico como biruta”?, desabafa Missi, mais conhecido como Ratão, e completa: “podemos promover as empresas em banners, folhetos promocionais dos eventos, em outdoors, além de compartilhar nas mídias online.

 

 

Asa Delta em Extrema

Rodrigo Missi aguardando o momento ideal para o voo inaugural da rampa de Extrema
crédito: Viramundo e Mundovirado

 

A 4a etapa do Campeonato Paulista de Asa Delta será realizada entre os dias 21 e 22 de julho exatamente em Extrema. Sua rampa metálica de voo livre, recentemente inaugurada, foi desenhada para permitir que além do piloto planar após corrida inicial, dependendo do vento consiga voar sem impulso, pois o vento que se infiltra através das barras metálicas, levanta a asa delta. Essa é a diferença fundamental com as rampas de madeira, inovadora já apareceu com destaque em várias revistas internacionais de voo livre.
Cada etapa consta de duas técnicas: A Race to Go, na qual os participantes, já em voo livre, saem juntos a partir do sinal do juiz. Ganha aquele que chegar mais rápido no ponto determinado. A segunda etapa é a Cross Country, cujo vencedor é aquele que atinge a maior distância entre decolagem e pouso.

 

Extrema

Vista aérea de Extrema, Minas Gerais
crédito: Secretaria de Turismo de Extrema

 

Vale agora ressaltar alguns dados desse esporte que cada vez ganha mais adeptos: em outubro de 2015, o piloto brasileiro Glauco Pinto obteve o recorde brasileiro e sul-americano com a distância de 578 km. O recorde mundial permanece com um americano que alcançou 764 km. A diferença é que o brasileiro saltou de uma montanha com 800 metros de altura, e o americano foi rebocado por um ultraleve e liberado em altitude bem mais alta. Olha aí outra vez Santos Dumont versus Irmãos Wright. Eles não perdem a mania!

 

Asa Delta em Extrema

Até quando vamos ver papel higiênico servindo de birutas em provas de voo livre? Por que há poucos patrocinadores em um esporte no qual o Brasil é referência mundial?
crédito: Viramundo e Mundovirado

 

A Asa Delta é um esporte seguro, pois os pilotos voam com os mais modernos equipamentos de segurança: capacetes aerodinâmicos de kevlar e fibra de carbono, paraquedas reserva, variômetro que mede a variação dos ventos, GPS e rádio de comunicação. Tudo para garantir um salto que na largada pode atingir até 100 km/h, e durante o voo ao redor de 30 a 50 km/h.
Quem não gostaria de ter sua marca vinculada a esse esporte que dignifica o Brasil, e que leva o esportista a uma sensação de liberdade extrema? Esta é a pergunta que paira no ar.

 

Extrema

Os jornalistas ao lado de Rodrigo Missi no dia do voo inaugural da rampa metálica de Extrema

 

Mais conteúdo no Blog  https://paulistadeasadelta.wordpress.com


Comentários

Heitor e Silvia Reali
"Viajamos para namorar a Terra. E já são 40 anos de arrastar as asas por sua natureza, pelos lugares que fizeram história, ou pela cultura de sua gente. Desses encontros nasceu a Viramundo e Mundovirado."